Antes eu deixava de me expressar por vergonha. Vergonha do que podiam achar de mim por ter aquela opinião, por receio que minhas opiniões fossem muito radicais, por medo das críticas, por conta dos meus possíveis erros de ortografia e até mesmo por não querer ser convencida de que estava errada.
Depois eu descobri que vergonha é não expressar o que eu acredito.
E, se minha opinião for inútil, não vai fazer mal deixar ela consignada. Se muita gente tiver a opinião contrária, debater é sempre bom e, se o debate for com pessoas instruídas, ele só tende a levar ao amadurecimento da ideia. Se minha opinião for muito radical, que me convençam à suavizá-la, ou que eu saiba como os convencer de que, as vezes, certo radicalismo é necessário. Se minha opinião for fraca, que eu seja obrigada a endurecê-la para defender minhas ideias. Se alguém se ofender com minhas opiniões, que eles sejam obrigados à respeitá-la, porque esse é um dos fundamentos básicos de um estado democrático de direito. Se eu tiver exagerado na manifestação, que me aconselhem a me conter. E assim por diante...
Expressar nossas ideias faz com que possamos evoluir, ou, mesmo, desistir de ideias que obstavam nossa evolução.
Por isso, concluo que o lado ruim de nos expressarmos é quando deixamos de fazer isso.
São Paulo, 07 de abril de 2013.
São Paulo, 07 de abril de 2013.
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